Filosofia de Produção

Tudo começou com uma ideia, na altura para muitos absurda, de fazer grandes vinhos brancos a partir da casta Loureiro. Esse era o nosso objetivo principal. Queríamos apostar na criação de novos e diferentes vinhos a partir desta fabulosa casta. A especialização e concentração no Loureiro com novas ideias e contornos tinha começado na Quinta do Ameal...

É muito importante realçar que quando começamos, esta casta estava esquecida na produção de vinhos de nicho e era utilizado principalmente para produção de vinhos de grandes volumes. Mas, na Quinta do Ameal, o sonho era de fazer grandes vinhos brancos... 
Lembramo-nos que no inicio do nosso projeto muita gente nos dizia que esta casta não era muito boa e que os vinhos não duravam mais de 6 meses... É com enorme satisfação e prazer que constatamos hoje, que os vinhos da Quinta do Ameal têm um excelente potencial de envelhecimento. Constantemente provamos e damos a provar colheitas antigas, algumas com mais de 14 anos e os vinhos estão sensacionais! A partir de 4 a 5 anos eles começam a desenvolver algumas caraterística aromáticas muito semelhantes a alguns vinhos com a mesma idade como Rieselings da Alsácia ou Semillons de Hunter Valley da Austrália.

A atenção do nosso trabalho recai em tudo o que envolve a produção de vinhos de qualidade mas principalmente, em todos os detalhes das várias fases de produção. Na vinha a poda é rigorosa, são levadas a cabo inúmeras intervenções em verde e se necessário monda de cachos, limitando o rendimento para cerca de 5 toneladas / ha  ( o rendimento do Loureiro em média é de cerca de 15 toneladas / ha). A seleção restrita das uvas é fundamental para fazer bons vinhos brancos, atrativos e complexos. A vindima é realizada manualmente com caixas de 22 kg.
 
Primeiro de tudo e o que realmente nos guia no negócio de produção de vinho, é a busca contínua da perfeição, da excelência e da personalização dos nossos vinhos. É certo que precisamos de olhar para os números, mas não é isso que gostamos de fazer, talvez para nós não seja apenas um negócio, mas sim um estilo de vida... 


Cada tarefa, qualquer que ela seja,  é vista sempre com uma atenção redobrada e a sua concretização é feita com o maior empenho e entusiasmo, aprendemos sempre alguma coisa que nos permite melhorar da próxima vez. Tentamos fazer com que cada pequena coisa (às vezes grande...) seja um passo para subir na qualidade. O inventar e criar realmente dá-nos um especial prazer!

Para nós esta forma de produção de vinho não é um processo industrial, é sim, por comparação, como um restaurante "gourmet". Somos assim, nessa perspectiva, os chefes de uma verdadeira "cuisine d'auteur" trabalhando com os melhores ingredientes, as uvas produzidas nas nossas vinhas...

Na nossa opinião, só os pequenos produtores de vinho podem ter a possibilidade de uma orientação para todos os detalhes e uma grande intervenção pessoal para atingir a excelência, a indústria trata apenas dos volumes...

Em 2005 demos mais um enorme passo para a qualidade impar e irrepetível dos vinhos Ameal, fizemos um compromisso de produzir as nossas uvas organicamente. É o passo lógico para uma atitude de qualidade e ecológica. Não utilizados herbicidas, pesticidas sintéticos nem fertilizantes químicos, desta forma é dada especial atenção às intervenções no solo e mais importante que isso é adotarmos uma atitude pro-ativa de gestão e compreensão do ecossistema obtendo um maior equilíbrio natural da nossa vinha.
A ideia é promover a biodiversidade, permitindo e controlando o crescimento de ervas “naturais” específicas. Estas ervas ajudam as vinhas com solos minerais ricos.

Mas e para terminar, a coisa mais importante de tudo é que a Quinta do Ameal é um lugar único, maravilhoso e fora do comum para produzir uvas de qualidade excecional. Só desta forma é que nos permite criar e produzir vinhos fantásticos, sonhando com o atingir da excelência. Estes lugares são muito difíceis de encontrar, mas tivemos sorte e parece termos encontrado!


Muitas outras coisas poderiam ser ditas e contadas, mas eu prefiro convida-los para beber um copo de Ameal, ou melhor ainda para uma visita e ver in loco o que estamos a fazer e a construir.